Novembro 15, 2006

A prisão não é uma falta de liberdade, assim como a vida não é a liberdade, pelo menos a vida dos trabalhadores. [...] o fato é que é preciso viver as paixões positivas, ou seja, as que são capazes de construir algo tanto na prisão quanto fora dela. As paixões positivas são as que constroem as comunidades, que libertam as relações, que determinam a alegria. E tudo isso é completamente condicionado pela capacidade que temos de captar o tempo, de traduzi-lo num processo ético, ou seja, num processo de construção de alegria pessoal.

Antonio Negri, em Exílio Iluminuras, 2001, p.21