Novembro 15, 2006

A autonomia das políticas sociais e econômicas dos Estados-nações acabou: agora, tudo deve ser regulado em função das contabilidades e dos equilíbrios do sistema financeiro mundial.

Antonio Negri, em Exílio Iluminuras, 2001, p.41

Novembro 12, 2006

Estou de acordo com a idéia de Ulrick Beck segundo a qual eles estão se transformando em Estados transnacionais cuja sociedade civil é atravessada por uma quantidade de agências e instituições multinacionais como as grandes empresas econômicas, os mercados financeiros, as tecnologias da informação e da comunicação, a indústria cultural e assim por diante. É claro, na minha opinião, que os Estados estão redefinindo suas funções, concentrando-se sobretudo nas questões da segurança e da ordem pública interna, como sustentam Pierre Bourdieu e Löic Wacquant. P.38
Antonio Negri, em Cinco Lições sobre o Império, 2003, p.

Novembro 12, 2006

Estamos, pois, diante de uma terceira fase fundamental do trabalho de Império, depois daquela tese institucionalista que declarava não haver globalização sem regulamentação e aquela antinacionalista que percebia a soberania em curso de transição para novas formas. A terceira tese consiste em assumir esses fenômenos na relação de capital. Esta é a pretensão científica fundamental de Império.

Antonio Negri, em Cinco Lições sobre o Império, 2003, p.18

Novembro 12, 2006

A soberania dos Estados-Nação está em crise. Crise significa que a soberania de transfere do Estado-Nação e vai para algum outro lugar. O problema é definir onde, e trata-se de um problema que permanece aberto. [...] os elementos fundamentais da soberania (exercício do poder militar, cunhagem da moeda, exclusividade cultural) desapareceram do território nacional. Essa perda tem uma genealogia específica, revelada pela incapacidade do Estado-nação de manter o controle sobre a totalidade do território e sobre as forças antagônicas que se movimentam dentro desse território.

Antonio Negri, em Cinco Lições sobre o Império, 2003, p.12-3