Estamos, pois, diante de uma terceira fase fundamental do trabalho de Império, depois daquela tese institucionalista que declarava não haver globalização sem regulamentação e aquela antinacionalista que percebia a soberania em curso de transição para novas formas. A terceira tese consiste em assumir esses fenômenos na relação de capital. Esta é a pretensão científica fundamental de Império.
Antonio Negri, em Cinco Lições sobre o Império, 2003, p.18
A soberania dos Estados-Nação está em crise. Crise significa que a soberania de transfere do Estado-Nação e vai para algum outro lugar. O problema é definir onde, e trata-se de um problema que permanece aberto. [...] os elementos fundamentais da soberania (exercício do poder militar, cunhagem da moeda, exclusividade cultural) desapareceram do território nacional. Essa perda tem uma genealogia específica, revelada pela incapacidade do Estado-nação de manter o controle sobre a totalidade do território e sobre as forças antagônicas que se movimentam dentro desse território.
Antonio Negri, em Cinco Lições sobre o Império, 2003, p.12-3