Hoje, porém, esse vínculo entre produção de riqueza e trabalho assalariado foi rompido. O trabalhador, hoje, não precisa mais de ferramentas de trabalho (ou seja, de capital fixo) que sejam postas à sua disposição pelo capital. O mais importante capital fixo, aquele que determina os diferenciais de produtividade, doravante está no cérebro das pessoas que trabalha: é a máquina-ferramenta que cada um de nós traz em si.
Antonio Negri, em Exílio Iluminuras, 2001, p.26