Novembro 15, 2006

O fato da linguagem (a produção semiótica, como gosta de apontar Paolo Virno) ter passado a compor a mercadoria exigiu ao capital a necessidade de controlá-la, de modo, a garantir os extratos de valor à mercadoria, administrando assim o excedente de linguagem produzido socialmente. O principal limitador da autonomia do trabalho imaterial constitui hoje no jogo capitalístico de limitação da difusão social das linguagens. Contudo, esse controle absoluto é impossível, e por isso, se constitui um elemento-crise ao próprio capitalismo dependente das multiplicidades das linguagens
Michael Hardt; Antonio Negri, em Cinco Lições sobre o Império, 2003, p.80

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