A análise do trabalho se aprofunda e sua organização vai se descentralizando mais e mais no espaço, e se centrando na expropriação dos saberes sociais, na capitalização das redes laborais sociais, em suma, na exploração de uma figura operária social. A informatização do social, e em particular a utilização produtiva da comunicação, a passagem do programa do controle da sociedade de fora (a fábrica) para dentro (a comunicação) da própria sociedade. Um modo de produção social começa aqui a perfilar-se, e sua característica fundamental é a de integrar a sociedade na produção (isto é, marxianamente, reprodução e circulação).
Antonio Negri, em Ocho tesis preliminares para uma teoria del poder constituynte, P.7