Novembro 14, 2006

Na primeira fase da segunda revolução industrial, que vai de 1848  a I guerra mundial, as maiores contradições (sincrônicas, internas ao capital) se dão entre processos laborais diretos e processo capitalista de produção. O operário profissional, inserido no meio do processo laboral que controla plenamente, quer também o controle da produção. A reivindicação da autogestão do processo laboral e o controle do ciclo produtivo constituem, nesta fase, contradição estratégica. Está claro por que: porque uma subjetividade, um programa, nasce ali donde amadurecem as determinações sincrônicas e os ritmos diacrônicos que definem de maneira geral um período. Em torno do tema da autogestão e do controle, a multidão de operários profissionais constrói a matriz de um sujeito revolucionário e desenvolve o projeto comunista em um “modelo apropriativo”.

Antonio Negri, em Ocho tesis preliminares para uma teoria del poder constituyntep.06

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