Os processos de modificação da forma do valor, os trânsitos de um ao outro período do desenvolvimento capitalista, seguem a dinâmica da relação social capitalista, e se determinam pela relação antagonista de exploração. Estes processos se desenvolvem sob a forma de uma dialética rudimentar e eficaz: explorando as forças laborais, o capital as encerra em estruturas que as englobam de maneira coercitiva, mas estas estruturas são, pela sua vez, ou melhor destruídas ou melhor remodeladas pelas forças sociais da produção. O processo real é resultante destas tensões particulares, o desenvolvimento não tem lógica, é simplesmente a consolidação do choque de vontades coletivas. [...] O materialismo histórico não tem nada a ver com o materialismo dialético
Antonio Negri, em Ocho tesis preliminares para uma teoria del poder constituynte, p.4