O segundo exercício consistiria em definir a ontologia social que está na base da conceituação de Império. Ontologia determinada pelas transformações sociais que ocorreram tanto no campo do trabalho (a passagem tendencial a uma situação hegemônica do trabalho imaterial, ou seja, a transição do fordismo ao pós-fordismo) quanto no campo da política (a passagem a uma nova composição social, a uma nova conexão entre produção, reprodução e circulação dos bens e dos sinais, em um cenário que denominamos de biopolítica).
Antonio Negri, em Cinco Lições sobre o Império, 2003, p.10